Palavra

PALAVRA

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Chamamos de Grupo da Palavra, o que já foi Poesia.
Mas no OPA, a criatividade sempre extrapola um rótulo.
Tudo se renova e surgem novas possibilidades de oração.
O texto, a literatura, prosa, verso… tenha o nome que tiver,
tudo vai se apequenando quando a criatividade age em favor a oração.
Não há forma clara, não há lugar exato,
por isso optamos pela simplicidade de PALAVRA.
Seja a falada, escrita, cantada, desenhada, jogada ao vento…

O texto bíblico – a Palavra – norteia a construção de nossas palavras,
é fonte primeira de nossa inspiração.
O que escrevemos reflete o nosso olhar sobre a realidade com o objetivo
de partilhar nossa experiência de Deus e instigar a oração de outras pessoas.

                     As orações/arte no OPA estimulam a criatividade e são vivas

                     não só nós encontros, mas também na vida cotidiana.

                     Aqui, um exemplo: a redação de Júlia Braga, de Recife, na prova

                     do vestibular da UPE (Universidade de Pernambuco), em 2015.

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A Caixa de Pandora, um urubu pintado de verde

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Era uma vez uma redação levemente alcoolizada que se chamava
‘A Caixa de Pandora, um urubu pintado de verde’…

Ao abrir a caixa de seu marido Prometeu, Pandora liberou as
tragédias que assolam os homens. Apesar disso, a esperança,
o sentimento que a chamava e clamava por liberdade, lá ficou
e é o meio pelo qual se encontra força para seguir adiante, pois
nos faz crer em um futuro melhor.
Assim como a Caixa de Pandora, quando foi aberta pelos filósofos
e cientistas renascentistas, a ciência liberou inúmeras criações e
possibilidades, que ora podem ser destinadas para causar as mais
graves mazelas aos humanos, e, ora é a própria esperança travestida
de tecnologia. Tal fato pode ser compreendido ao lembrarmos de
episódios de guerra: os aviões criados por Santos Dumont para unir
pessoas e encurtar distâncias foram também aqueles a bombardearem
nações, destruírem cidades e dizimarem famílias.
Apesar disso, acreditamos na ciência para construir um meio sustentável,
harmônico, onde seres humanos haverão de ter sua dignidade contemplada
e todas as suas necessidades básicas respeitadas. É através da ciência,
de pesquisas e tecnologia de ponta que já mapeamos o genoma humano
e salvamos diariamente milhares de pessoas; é também através da ciência
que conseguimos manipular alimentos e, deste modo, reduzir a fome;
aumentamos a expectativa de vida devido aos avanços da medicina;
iremos à Marte, fomos à lua e desbravaremos os céus nunca d’antes
conhecidos de Ícaro.
Apenas a ciência aliada à ética é capaz de promover mudanças e progresso
em prol do homem, e, são por essas mudanças que temos fé, temos esperança.
Esta é, como dizia Mário Quintana “um urubu pintado de verde”,
o que ainda vive e pulsa na Caixa de Pandora.

Haikai

VERBO E PALAVRA

(Luisinho Vieira – OPA NAC BSB 21 janeiro 2012)

[Esta poesia virou canção. Ouça]

      Verbo e Palavra - Luisinho Vieira - Grupo OPA

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Sempre ouvi que a Palavra é sustento,

Mas não via alimento algum.

E diziam: Palavra é guia.

não me achava em lugar nenhum.

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Tanto ouvi, que  a Palavra é eterna,

Eu pensava: onde e quando começa?

Ou então, a Palavra é que salva

E eu no chão, como alguém que tropeça.

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Pelos versos reversos da vida,

Que se passa coçando ferida

E por isso, ela custa a curar.

Pelo rumo sem prumo da vida,

De um perdido buscando saída,

Justo nela é que fui me encontrar.

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Hoje é claro e tão dentro o seu verso.

Me criou e me fez recitar

A Palavra me habita, é meu texto

E me escrevo no verbo amar.

Hoje é forte e tão dentro o seu verso,

Sabe bem que eu já sei conjugar.

Meu sustento, meu rumo eterno.

Porque vivo o verbo Amar…

Porque vivo o verbo Amar…

Porque vivo o verbo Amar.