Texto 2026

Manifesto Poético

Chegou a hora: embarco levando o necessário,
faço do antigo, novo, reencontro diário.
Um novo amanhecer abre bênçãos ao meu jeito,
cada dia, agradeço ao Pai.

Sigo na fé — Espírito Santo que me inspira,
faz meu corpo transpirar, acender.
A alma tem desejos que sem Deus se perdem,
a maré da fé me move, e em silêncio me invade.

Faço oração que transborda, rega a semente,
desenha passos suaves, futuro presente.
Vou pedir ajuda, quero aprender a ouvir,
ouvir: arte de esperar o vento por vir.

Nada sem planejamento — escolhas que esculpem,
foco nas ações, tempo que não devolvem.
Disponibilidade esquecida, humano erro,
mas eu persisto, cultivo.

O que me prende em cascas peço o entendimento,
se a vida me acrisola, arrisco o movimento.
Borboletar: rasgar a velha pele, levantar voo,
que o novo ano me encontre inteira.

Quero menos medo, mais ação, menos ruído,
mais propósito, coração aberto e lúcido.
Cada início meu é parte de algo maior,
um pedaço que pulsa, que busca calor.

Entendo as marés, sigo o sabor do vento,
mudo o rumo do barco, atravesso o tempo.
Reagir nas lutas, transformar o que dói,
se não mudarmos agora, o ciclo volta e corrói.

Os ventos estremecem; eu, calmo e paciente,
cordialidade em gesto, mesmo que tardio.
Minhas palavras não polemizam — semeio esperança,
polen leve que dança, distribuindo confiança.