OPA – Oração pela Arte

OPA – QUEM SOMOS

O QUE É OPA?

IDEÁRIO DO OPA

(Padre Irala 14/02/1978 – 1º Encontro Nacional do OPA)

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Constituímos uma corrente, um grupo de pessoas com o mesmo ideal,
as mesmas aspirações, que nos ajudam a ser melhores,
e nosso nome já foi geração 80, 90, 2000… e agora é geração 2010.

Não temos a intenção de ser uma nova congregação, nem uma nova organização.
Trabalhamos juntos porque somos amigos,
e pertencemos a Jesus Cristo, o fundador da Igreja Católica.

Obedecemos às nossas autoridades religiosas,
bem como às autoridades constituídas do pais,
como cristãos e cidadãos comuns.

Não temos lugar de reunião, não temos CNPJ, CPF…
não temos presidente, não temos outro estatuto senão o Evangelho
e algumas idéias de amigos que se tornaram nossas,
porque as assumimos.

Queremos ajudar uns aos outros para sermos melhores.

Queremos motivar e expandir o espírito criativo.
Queremos integrar nossa criatividade para servir ao homem.
Queremos comunicar com a característica da comunicação de Deus,
que é a Graça; queremos dar de graça o que de graça recebemos.

Queremos nos reunir de vez em quando,
para conversar longamente e contar nossas histórias.
Queremos ter Deus como finalidade,
já que o temos como ponto de partida.
Queremos orar e ajudar os outros a orar.
Não temos livros de oração obrigatórios,
mas amamos a natureza como um grande livro.
Amamos a bíblia, os salmos, as canções modernas e antigas,
tudo o que nos ajuda a rezar.

Não temos mais dogmas do que os que já existem
e todos os cristãos aceitam.
Sabemos que o homem, quando encontra Deus, muda,
e queremos que nosso mundo mude. Para melhor.

Se nos deixarem ajudar, ajudaremos a construir um mundo novo.
Quando não pudermos fazer nada disso,
fazemos questão de não comprar briga
e de não atrapalhar a vida de ninguém.
No possível, evitamos entrar em eventos competitivos,
ou coisas que levem à briga.

Acreditamos no ser humano porque Cristo acreditou.

Desejamos que o fruto dos nossos esforços seja a paz,
paz nos corações,
paz universal,
paz cósmica
e que Deus seja tudo em todos.

UMA POUCO DA HISTÓRIA DO PE. IRALA E DO OPA

     Não é possível separar o OPA e sua história da história da minha vida e da vida das pessoas que hoje fazem parte do OPA. Por isso, peço desculpas pelo fato de fazer um resumo dessa história.

     Sou paraguaio e meus pais já tinham três filhas quando meu pai foi chamado a servir, em 1932, na guerra entre a Bolívia e o Paraguai. Voltou da guerra em 1935 e um ano depois eu nasci: fui marcado pelo ideal da paz. Éramos muito pobres. Não tínhamos sequer geladeira. Quando tinha 7 anos minha mãe me pedia que fosse ao mercado, todos os dias, bem cedinho, comprar os alimentos do dia.

     Já aos quatorze anos, não mais foi necessário que eu madrugasse para ir ao mercado; então, os padres salesianos, de quem era aluno, pediram pessoas que os ajudasse na missa, pois não podiam celebrar sem ajudante. Acostumado a levantar bem cedo, ia ajudar em uma, duas, em até três missas. Nesse tempo, era participante da Ação Católica.

     A missa me converteu: fascinado por essa obra, que considero uma das maiores obras de arte da humanidade, estudava, então, com afinco, o latim, que, nesse tempo, era matéria do colégio. Por aí chegou a vocação. Entrei na Companhia de Jesus para ser jesuíta aos 20 anos, deixando a carreira e o meu talento, natural, pela engenharia.

     Meu pai era músico e me ensinou as primeiras notas do violão. No noviciado encontrei-me com as obras maravilhosas de Gelineaux (os salmos) e com as músicas de Aimé Duval. Aprendi tudo de cor e em francês. Pediram-me para dirigir o coro, sem saber sequer colcheias, fusas ou semi-fusas!!! Ao verem minhas capacidades artísticas, meus superiores me mandaram ao juniorado do Chile, onde valorizavam o estudo das artes, e lá, me marcou muitíssimo o exemplo e os ensinamentos do Padre José Donoso e comecei, então, a estudar Cinema.

     Já no México, ao estudar filosofia, meus colegas me disseram: “Você canta super lindo as canções folclóricas. Por que você não compõe suas próprias canções?”. Considerava-me incapaz, não de fazer música, que saía da minha alma, senão de escrever a letra. Mas, com muito esforço, compus uma canção e meus colegas me animaram e aplaudiram bastante. Por outro lado, a leitura apaixonante da obra de Charles Moeller, “Literatura do Século XX e Cristianismo”, marcou-me profundamente.

     Em Assunção, Paraguai, fiz a minha etapa de magistério. Ali, meu pai compôs as primeiras canções da missa em Guarani. Meu irmão e minha irmã mais jovens cantavam na TV e no rádio, obtendo grande sucesso. Animado, fiz canções de Natal e gravei, com eles e com alunos do colégio, um compacto, com 4 canções de Natal.

     Em fevereiro de 1966, comecei a Teologia em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil – apenas dois meses depois do término do Concílio Vaticano II. O Documento Gaudium et Spes marcou-me para toda a vida. Igualmente a frase de Karl Rahner: “a Trindade imanente é a Trindade econômica”. A partir dessa frase, comecei a construir minha Teologia.

     Desde então, já convencido da importância de unir ortopraxis e ortodoxia, pedi permissão a todos os meus superiores para começar a incursionar pelo sul do Brasil, tocando meu violão, cantando e analisando as canções de sucesso do momento. Tive um sucesso impressionante. De segunda a sexta-feira, estudava; sábado e domingo viajava para dar conferências que se transformaram em show. Era, sem dúvida, o primeiro padre que vinha fazendo isso e a resposta foi de grande aceitação.

     Descobri, então, o valor do que hoje chamam de “inteligência emocional”. Também descobri que, em se tratando da mensagem de Cristo, a sensibilidade (as canções, a arte) valem quase tanto ou mais que a inteligência lógica e os estudos (as aulas e os livros).

     Levava, como mensagem, minha Teologia e me convenci de que se queremos levar Deus “imanente” ao mundo, temos que fazê-lo presente de modo “econômico”. E qual é a “economia” de Deus? Como Deus age? Deus age na Trindade. E, nesse momento, tive uma intuição que nortearia, marcaria, depois, todos os meus trabalhos e minha espiritualidade. (Veja, brevemente, a inspiração na Contemplação para alcançar o amor).

     1) Deus Pai age criando: “Creio em Deus, Pai, Criador”. Deus não criou o mundo, o está criando agora! Primeiro ideal do OPA: a Criatividade.

     2) Deus Filho age integrando: sendo Deus e ser humano, Jesus é a pessoa mais integrada que existe e modelo de integração. Segundo ideal do OPA: a Integração.

     O Espírito Santo é a Comunicação de Deus ao mundo: Terceiro ideal do OPA: a Comunicação.

     Em 1964, o Governo do Brasil se tornou ditatorial. Com um desejo de inovação, com um espírito contestador, os jovens foram relegados ao ostracismo. Não tinha lugar para eles na construção de um novo mundo, de um novo país. Via-se, por toda parte, uma atitude suspeita, a insídia, a delação. Enquanto isso, florescia a música popular, que reunia em multitudinários eventos, a juventude que cantava uma nova canção. A Igreja era o único lugar mais ou menos seguro para cantar, sonhar e viver a juventude. Os grupos jovens começaram a se espalhar.

     Nesse momento, encontrei uma pessoa que depois se tornou meu grande amigo: Pe. Zezinho, que fazia uns versos maravilhosos, mas não sabia fazer canções. Ensinei-lhe tudo o que eu mesmo aprendi a fazer, e em muitas e longas conversas, bate-papo, definimos nossos caminhos: ele seguiria apostando um pouco mais na carreira “solo” e eu começaria a fazer uma carreira fundando grupos.

     Conheci, também, o Padre Haroldo Rahm, jesuíta americano, radicado no Brasil, fundador do TLC (1968) (Treinamento de Liderança Cristã) que reunia jovens, em um encontro de fim de semana, usando os métodos do Cursilho de Cristandade. O Padre Haroldo me chamou, em princípio, para ensinar canções aos jovens a fim de serem cantadas na liturgia (porque eles cantavam qualquer coisa). Assim, nasceu o TLM (Treinamento de Liderança Musical) (31/07/1970) De sexta-feira à noite ao domingo pela tarde,passávamos três dias cantando e aprendendo canções para a liturgia renovada pelo Concílio.

     Em 1967, já tinha gravado um LP com as Irmãs Paulinas e em maio de 1968 gravei a Oração de São Francisco que se tornou o hino de todos os que desejavam a paz.

     Também gravei outra canção, como se fosse uma modernização do Cântico das Criaturas, de São Francisco, mas que, na verdade, era a teoria de Teilhard de Chardin colocada (enquanto é possível) numa canção. O Compacto me fez muito popular e se chamava “IRALA CANTA”.

     Nesse momento, meu desejo era ter criado o OPA, mas o Pe. Haroldo preferia o Encontro feito de canções: prático, utilitário, simples, com um enorme sucesso.

     Trabalhei com esse Encontro durante cinco anos, e, finalmente, decidi mudar, gradualmente, o TLM para OPA, introduzindo, aos poucos, as outras artes. Isso aconteceu em Salvador, na Bahia, iniciando-se em 3 de setembro de 1976. A colaboração de Ângela Araújo, que nesse tempo era a organizadora dos Encontros na Bahia, foi decisiva. Como o anterior encontro (TLM) era mais brilhante, mais estruturado e mais simples, o OPA custava a ser entendido, a ser aceito, pois era outro encontro e, como tal, mudava as coisas e começava a exigir muito mais.

     Simplesmente, no lugar de aprender as canções já existentes para levá-las às suas paróquias, os jovens tinham que fazer suas próprias canções. Tinham que criar fotografias, coreografias, sketch de teatro, criar, criar… Isso requeria mais concentração, mais habilidades e o sucesso era mais escorregadio. As pessoas começaram a me abandonar. Com um pequeno grupo de fiéis fomos lutando e superando nossas deficiências, que eram muitas.

     Resolvemos, nesse então, não fundar nada novo, agrupamento, congregação ou movimento. Não gostávamos e ainda não gostamos dos movimentos que tiram os melhores elementos de uma paróquia e os constituem em uma espécie de mini-paróquia e, ao mesmo tempo, não levam sua criatividade diretamente à paróquia ou diocese. Com a cidade ou com o ambiente de trabalho, fazem o mesmo. Resolvemos, então, ser “cidadãos comuns” unidos pela amizade e guiados pelo Evangelho.

     O que seria o OPA, então?

     Um Encontro, nada mais. Um fim de semana, cada ano, em uma localidade, e um Encontro Nacional, de 10 dias, nas férias.

     Pela complexidade do mundo moderno, tivemos que fundar um agrupamento que rege e estrutura tudo aquilo que é produto do OPA. Sendo que, o OPA continua sendo livre, carismático e aberto à mudança, ao novo. Ele pertence à Igreja, ao Cristo, e já temos entre nós vários/as protestantes. O que nos une? A amizade, a oração. O amor de Deus nos une.

     Já levamos mais de 30 anos fazendo OPA e este acontece em mais de 10 cidades. Temos uma dúzia de CDs, DVDs, Vídeos, e inúmeras pequenas peças de teatro, coreografias de dança, mais de 30 mil fotografias.

     O discernimento é parte estrutural do OPA, sendo aquele que nos mostra o caminho onde ir, onde apostar. Sempre cantamos muito e entre todos nós temos muitas canções, algumas delas publicadas. Em todo o Brasil são cantadas, sobretudo, pelos jovens. Os Encontros, ao mesmo tempo em que seguem uma rotina comum, são totalmente diferentes uns dos outros, porque tudo é criado ali mesmo. Por isso, nós podemos repetir os Encontros, uma e outra vez, e viajar para fazer os Encontros em outras cidades. Com o tempo, criamos uma espécie de “grande família”, mas sem segregação, sem excluir nossos lugares de origem, de base.

     Alguns de nós, mais jovens, realizaram missões com algo que decidiram chamar “Brinquedoteca”, fábrica de brinquedos, com crianças da periferia e é um bom trabalho, que foi feito em conjunto, nos lugares onde está Fé e Alegria, entre jovens do OPA e estudantes jesuítas. Assim, trabalharam na Ilha de Marajó, em Vazantes, no Ceará e em Natal (RN).

     Em São Paulo, estão comprometidos com  paróquias e em Salvador, com a CAMEC (Conselho Arquidiocesano de Movimentos Eclesiais Católicos). Em Belo Horizonte, estão nas paróquias levadas pelos jesuítas. No Recife, estão junto à Universidade Católica; em Curitiba, junto às Irmãs Vicentinas; em Brasília, junto aos jesuítas do Centro Cultural de Brasília. No Rio, estão junto à PUC e aos vários colégios. Em Quito, estão próximos à CVX, que já organizou dois encontros, um em Quito e outro em Guaiaquil. Em Boston, Massachuset (USA), estão junto ao Colégio Holy Cross, com um programa chamado “Art based program”, catequese com arte.

     Para “nossas vocações” seguimos os princípios escritos no número 281 do Documento de Aparecida. Cada um no seu tempo, cada comunidade seguindo o seu próprio caminho, amadurecendo na adesão ao Senhor, alegrando-se como Jesus: “não perdi nenhum dos quais me foram dados”.

     Legalmente, se responsabiliza pelo OPA uma associação civil chamada AOPA, que tem diretoria, paga impostos e leva adiante o gerenciamento dos nossos produtos como CDs, Vídeo, fotografias, etc. Já o OPA, mesmo, é um Encontro, e nada mais. Um encontro criativo e por isso, mutante, ágil, carismático. A Associação AOPA engloba umas 60 pessoas.

     Os mais atuantes no OPA numas 10 ou 12 cidades em que estamos mais presentes. No Brasil: Curitiba (dez-77), São Paulo (out-76), Belo Horizonte (ago-77), Brasília (out-76), Rio de Janeiro (out-79), Salvador (set-76), Recife (abr-77), Teresina (set-2000), e em cidades do interior como Bauru (out-77) y Varginha – MG (dez-76). No exterior estão Quito (out-2006) e Guaiaquil (mar-2007). Em outros países e cidades tem pessoas individuais que continuam trabalhando conforme nossa dinâmica de “ser OPA”.

     Já temos realizado bem mais de 250 OPAs em mais de 50 cidades. Os Encontros Nacionais (muitas vezes internacionais) até 2017 já somam 38. Costumam ter uma média de 80, 90… pessoas. Finalmente digamos que todas as artes são representadas no OPA, sendo que trabalhamos propriamente com os artistas, que trazem suas artes.

Casimiro Irala

O SINAL DA CRUZ

OS IDEAIS DO OPA

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1º ideal

A CRIATIVIDADE

O primeiro ideal do OPA é a criatividade.
A criatividade de Deus Pai.

Nossa fé não é apenas acreditar em Deus, mas acreditar que Deus é nosso Pai, e é Criador.
Sendo ele nosso Pai, e sendo Ele Criador, somos herdeiros da Criatividade do nosso Pai.
Os teólogos do Gênesis dizem que Deus trabalhou seis dias  e no sétimo descansou.
Por isso a Bíblia expressa o mandamento  da mesma maneira:

“seis dias trabalharás e o sétimo descansarás”.
Portanto, não se pode assumir o mandamento

como sendo apenas o mandamento do descanso.
Junto com o mandamento do descanso há o mandamento do trabalho.
“Seis dias trabalharás…”

O nosso descanso é o descanso em plenitude, descanso depois do trabalho,

e é o que nos dá o espírito lúdico da arte.

Quando expulsos do paraíso Adão e Eva vão viver a vida  do ser humano comum que não é Deus.
O trabalho não lhes é dado como “castigo” mas como uma verdadeira solução humana
àquilo que tinham, pela tentação da serpente,  procurado magicamente, sem trabalhar.

Nosso ideal no OPA, então, aquilo que nos afasta da mentalidade mágica do nosso tempo,
é trabalhar; por as mãos nas coisas, suar nossa arte, a nossa religião: trabalhar, criar.

Jesus cristo se recusou a converter as pedras em pães,

recusou a se jogar de cima do templo,
recusou os reinos da terra em troca da adoração aos ídolos mágicos do poder,

ou dos poderes do mundo… E disse: não tentarás ao Senhor teu Deus.
Somos filhos de Deus por direito, não compraremos nossa herança com gestos infantis,

com mágicas sacrificais, por mais belas e tentadoras que sejam.

Queremos adorar verdadeiramente o Deus verdadeiro.

Nossa verdadeira adoração é o descanso que nasce da plenitude.

Na plenitude dos tempos, o Filho descansou um sábado no sepulcro

e desse descanso feito morte, no sábado da humanidade,

nasce o novo Adão, o homem novo, a nova criação.

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2º ideal

A INTEGRAÇÃO

 

O nosso segundo ideal é a integração.

A integração de Deus Filho. Jesus Cristo é nosso modelo de integração, pois integrando Deus e o ser humano, é o ser mais integrado que há.
A neurose, o problema, o pecado, a doença, vão sempre pelo caminho da divisão.
A solução, a cura, a terapia e a graça, vão sempre pelo caminho da integração.

A INTEGRAÇÃO É PARA NÓS UMA TAREFA

A nível individual: a integração afetiva  entre o coração e a razão; a integração psicológica entre a nossa parte masculina e feminina, Animus e Anima, consciente e inconsciente, sombra e luz (nas expressões de Jung.)
A nível social:
a integração entre intelectuais e povo, pobres e ricos, empregados e empregadores.
A nível racial:
a integração dos brancos e negros, índios, asiáticos, e todas as respectivas culturas.
A nível político:
passamos a nos chamar cidadãos do mundo, sem discriminações de qualquer tipo,

unindo o amor à pátria à nossa catolicidade sem fronteiras.
Num mundo que trata de isolar as crianças nas creches, os doentes nos hospitais,

os pobres nas favelas, os índios nas reservas, os animais nos zoológicos,

os presos nas cadeias, os deficientes, os cegos, surdos-mudos, paraplégicos…

nós pregamos que todos os lugares de isolamento
são bons apenas na medida em que são estritamente necessários.
A tendência do ser humano não é essa, mas é sempre mais e mais sair do isolamento.
A sociedade em si é a maior terapia, o maior fator correcional, a maior escola.
Por isso , nós queremos integrar
Deus e o homem
Ciência, fé e arte
Passado e futuro
Tradição e criatividade
Disciplina e liberdade
Experiência e inteligência
Juventude e maturidade
Amor e justiça
Homem e mulher!

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3º ideal

A COMUNICAÇÃO

O terceiro ideal do OPA é a comunicação.

A Comunicação de Deus Espírito Santo Comunicador.
A comunicação de Deus é Ele mesmo outra vez: é Deus, feito Espírito.
Por isso, quando a Igreja comunica, ela comunica o que é.
A comunicação da Igreja é ela mesma outra vez.
Ou seja, toda a comunicação de Igreja é feita “em” Igreja.
Quando levamos Deus ao mundo não simplesmente “falamos de Deus”,
definimos Deus ou tratamos de fazer o “comercial de Deus”. Não.
Comunicamos Deus ao mundo quando:
levamos alegria, segundo o Espírito de Deus , levamos paz.
Segundo o Espírito de Deus levamos conforto, esperança, segurança.
Segundo o Espírito de Deus, levamos justiça, amor…
O Documento de Puebla diz que a Igreja aceita os jovens junto com a sua alegria.
Não há jovens sem alegria. E não há alegria sem humor.
O humor é para nós, algo vitalmente cristão, vitalmente jovem.
Como levar a Boa Notícia sem alegria?
Será que acreditariam em nós?
Todos os nossos trabalhos são feitos com o mesmo Espírito
que na idade média construiu as grandes catedrais.
Todos nos tornamos anônimo aqui, e, cada música, cada pintura,
cada verso, cada coreografia é obra anônima de todos nós.
Nisso queremos dizer a todos que venham partilhar a nossa alegria.
Alegria de ter descoberto que Deus ama os artistas
e que nosso desejo de ajudar a criar um mundo de harmonia e de paz,
combina com esse profundo anseio que todos levam escondido no coração.
Que o fruto de nossos trabalhos seja a PAZ:

PAZ NOS CORAÇÕES

PAZ UNIVERSAL

PAZ CÓSMICA

E QUE DEUS SEJA TUDO EM TODOS.